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Arquitetura do Financiamento em I&I

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elaborado com recurso a IA, com revisão posterior pelos peritos da equipa da Avaliação Estratégica

Mesa temática “Arquitetura do financiamento em I&I” (23 de abril, 10h)

Equilíbrio base-competitivo vs. instabilidade sistémica. Reconhecimento da necessidade de combinar financiamento estável e competitivo, coexistindo com imprevisibilidade, ciclos desalinhados e utilização recorrente do financiamento competitivo para cobrir custos estruturais, o que gera instabilidade sistémica e dificulta o planeamento estratégico.

Integração do sistema vs. fragmentação de governação. Ambição de articulação entre ciência, inovação e financiamento público/privado, mas marcada por “três mundos paralelos” (ensino superior, investigação, inovação), instrumentos desconectados e em alguns casos, pouco conhecidos ou subutilizados pelos atores do sistema, contribuindo para uma fraca continuidade ao longo da cadeia de valor do conhecimento, com coordenação insuficiente entre lógicas e fontes de financiamento.

Diversificação e mobilização de financiamento vs. baixa eficácia dos mecanismos. Potencial de alavancagem de financiamento privado e europeu, mas limitado por incentivos desalinhados, baixo compromisso e fraca participação efetiva das empresas e ineficiências operacionais.

1) Modelo de financiamento: equilíbrio necessário vs. instabilidade estrutural

Potencialidades

Existe um consenso forte sobre a necessidade de um modelo que combine:

  • financiamento base estável e plurianual, garantindo previsibilidade e capacidade institucional, mantendo ligação a avaliação e desempenho;
  • financiamento competitivo, orientado para excelência, risco e diferenciação;
  • modelos híbridos que articulem financiamento base e desempenho competitivo.

É igualmente reconhecida a importância de:

  • estabilidade para recursos humanos e infraestruturas;
  • planeamento de médio prazo alinhado com ciclos plurianuais.

Debilidades

O sistema atual revela instabilidade e incoerência estrutural, nomeadamente:

  • utilização do financiamento competitivo para cobrir custos estruturais (ex.: salários, funcionamento);
  • imprevisibilidade, desfasamento e falta de articulação entre os ciclos (concursos, avaliação, resultados e contratualização);
  • ausência de regras claras, consistentes e estáveis ao longo do tempo.

Esta situação gera:

  • dificuldades de planeamento institucional;
  • incerteza para recursos humanos e infraestruturas;
  • pressão contínua sobre as instituições associada a ciclos de avaliação sucessivos e sobrepostos.

2) Arquitetura do sistema: ambição de integração vs. fragmentação persistente

Potencialidades

É amplamente reconhecida a necessidade de uma visão integrada do sistema de I&I, incluindo:

  • articulação ao longo da cadeia ciência–inovação;
  • coordenação e coerência entre diferentes fontes de financiamento;
  • papel potencial da AI2 como hub de articulação e alinhamento estratégico.

Surge também uma proposta estruturante de:

  • organização do financiamento em níveis distintos: base, competitivo e programático;
  • maior coerência entre ensino superior, ciência e inovação.

Debilidades

Persistem fragmentações estruturais relevantes, designadamente:

  • existência de “três mundos paralelos” (ensino superior, ciência e inovação);
  • fraca articulação entre ministérios e fontes de financiamento público;
  • instrumentos e programas com regras, lógicas e cronogramas pouco coordenados, e ausência de mecanismos eficazes de continuidade entre esses instrumentos ao longo da cadeia de valor.

Acresce:

  • tensão entre centralização e autonomia regional ou institucional;
  • ausência de um mecanismo eficaz de coordenação transversal do sistema que assegure continuidade e coerência estratégica ao longo da cadeia de valor.

3) Mobilização de financiamento: potencial de alavancagem vs. limitações operacionais e de incentivos

Potencialidades

É identificado potencial significativo para:

  • diversificação de fontes de financiamento, incluindo privado e interministerial;
  • maior captação de fundos europeus e internacionais;
  • mecanismos de alinhamento de incentivos através de métricas de desempenho e impacto (ex.: ligação entre financiamento e capacidade de atração de recursos externos).

Destaca-se também:

  • relevância de modelos que incentivem compromisso efetivo das empresas;
  • potencial de medir impacto (ex.: capacidade de “atrair financiamento por euro investido”).

Debilidades

A concretização deste potencial é limitada por:

  • baixa participação efetiva das empresas, incluindo ausência ou pouca capacidade de cofinanciamento;
  • fenómenos como “investigação por simpatia” ou projetos sem ligação ao core estratégico empresarial;
  • dificuldades na transformação de financiamento em impacto económico.

Adicionalmente, persistem:

  • elevada carga burocrática na submissão e execução dos projetos;
  • modelos de financiamento pouco adaptados às diferentes fases da cadeia de valor;
  • ineficiências que reduzem a capacidade de mobilizar recursos adicionais.