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Carreiras Científicas e Infraestruturas

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elaborado com recurso a IA, com revisão posterior pelos peritos da equipa da Avaliação Estratégica

Mesa Temática “Carreiras científicas e infraestruturas” (15 abril, 10h)

Carreiras científicas: precariedade e baixa previsibilidade vs. mobilidade e percursos diversificados. As carreiras continuam marcadas por instabilidade, dependência de instrumentos temporários e baixa previsibilidade, apesar do reconhecimento da mobilidade, das competências transversais e da diversificação de percursos como fatores importantes, ainda que não devidamente reconhecidos, para o sistema.

Talento: retenção e integração frágeis vs. base qualificada e capacidade de atração. O sistema dispõe de uma base alargada de talento qualificado e alguma capacidade de atração internacional, sobretudo em fases iniciais, mas enfrenta dificuldades na retenção, integração e valorização de perfis em fases intermédias e avançadas.

Infraestruturas científicas e tecnológicas: sustentabilidade e articulação insuficientes vs. capacidade instalada relevante. Existem investimentos, equipamentos e capacidades relevantes, mas persistem fragilidades no financiamento, nos recursos humanos, na visibilidade dos serviços e na articulação entre infraestruturas científicas, tecnológicas e o sistema de inovação.

1) Carreiras científicas: precariedade e baixa previsibilidade vs. mobilidade e percursos diversificados

Potencialidades

  • Existência de múltiplos contextos de atuação científica – academia, entidades de interface, empresas, infraestruturas e administração pública – com potencial para diversificar percursos de carreira.
  • Reconhecimento da importância da mobilidade entre academia, empresas, entidades de interface, administração pública e infraestruturas.
  • Identificação de competências transversais críticas para percursos mais diversos, mobilidade entre setores e integração ao longo da cadeia de valor do conhecimento.

Debilidades

  • Precariedade prolongada e forte dependência de bolsas, contratos curtos e instrumentos temporários.
  • Baixa previsibilidade do financiamento, limitando compromissos institucionais de médio e longo prazo.
  • Baixa atratividade dos percursos científicos para perfis em início de carreira, face à instabilidade e à falta de previsibilidade.
  • Reconhecimento ainda insuficiente de percursos diversos nos modelos de carreira, progressão e avaliação, devido a modelos de avaliação demasiados centrados em indicadores de produção quantitativos, penalizando percursos não tradicionais, a mobilidade setorial e a interdisciplinaridade.

2) Talento: base qualificada e capacidade de formação vs dificuldade na retenção de talento nacional e internacional

Potencialidades

  • Base alargada de talento qualificado, resultante do reforço da formação avançada e do aumento do número de doutorados e investigadores.
  • Capacidade de atração internacional, sobretudo em fases iniciais da carreira.
  • Existência de talento já formado no sistema nacional, com experiência científica acumulada e potencial de valorização.
  • Circulação internacional como oportunidade para reforçar redes, aprendizagem e abertura do sistema científico nacional.

Debilidades

  • Dificuldade de retenção de talento, em particular em fases intermédias e avançadas da carreira.
  • Condições de integração pouco competitivas face a outros sistemas científicos e à iniciativa privada, incluindo remuneração, financiamento inicial e “pacotes de arranque”.
  • Fragilidade dos mecanismos de integração e continuidade para talento já formado no sistema nacional, sobretudo em fases intermédias da carreira.
  • Diferenças territoriais e setoriais que condicionam a atração e retenção de talento, em função da massa crítica, proximidade a empresas, acesso a redes, infraestruturas, condições de integração e oportunidades de carreira.

3) Infraestruturas científicas e tecnológicas: capacidade instalada relevante vs sustentabilidade e articulação insuficientes

Potencialidades

  • Existência de investimento relevante em equipamentos, infraestruturas e capacidades científicas e tecnológicas.
  • Reconhecimento das infraestruturas como elementos estruturantes para o sistema nacional de I&I.
  • Capacidade das infraestruturas para agregar recursos, serviços, competências, dados e conhecimento.
  • Potencial de ligação entre investigação, desenvolvimento tecnológico, prestação de serviços especializados, empresas, administração pública e outros utilizadores.

Debilidades

  • Sustentabilidade financeira frágil: no caso das infraestruturas científicas, financiamento insuficiente para operação, manutenção, renovação tecnológica e continuidade; no caso das infraestruturas tecnológicas e dos CTI, modelos de financiamento voláteis.
  • Desalinhamento entre investimento em equipamentos e investimento em recursos humanos qualificados.
  • Deficiente valorização dos perfis técnico-científicos de apoio, operação, gestão, curadoria de dados e ligação a utilizadores.
  • Visibilidade e mapeamento insuficientes dos serviços, equipamentos e competências disponíveis, limitando acesso, partilha e utilização por empresas e outros utilizadores.
  • Necessidade de clarificar e reforçar a articulação entre infraestruturas científicas e tecnológicas, nomeadamente em termos de complementaridade, governação, acesso e ligação ao sistema de inovação.