Governança da AI2 no Ecossistema I&I
elaborado com recurso a IA, com revisão posterior pelos peritos da equipa da Avaliação Estratégica
MT Governança da AI2 no ecossistema de I&I (30 de abril, 10h)
Centralidade sistémica da governança vs. fragmentação e vazio de coordenação. Consenso sobre necessidade de integração ao longo da cadeia de valor, mas persistência de ausência de responsabilidade e articulação estratégica efetiva.
Integração institucional vs. fragilidades operacionais. Potencial da AI2 para atuar com coerência e visão estratégica, mas legado de baixa autonomia, capacidades limitadas e reduzida credibilidade.
Orientação estratégica vs. dificuldade de concretização. Convergência na necessidade de prioridades, metas e indicadores claros, mas fragilidades na definição, estabilidade e tradução em decisões operacionais.
1) Centralidade sistémica da governança vs. fragmentação e vazio de coordenação
Potencialidades
- Existe um reconhecimento amplo da necessidade de uma abordagem sistémica da governança,
orientada para a articulação e maior integração entre ciência, inovação, economia e
políticas sectoriais.
Destaca-se o potencial da AI2 para ocupar o lugar sistémico de coordenação, incluindo intersectorial, estruturando o “pipeline” completo desde a produção de conhecimento até à sua aplicação e impacto, com integração de múltiplos atores e instrumentos, e fomentando maiores níveis de adicionalidade pelo tecido empresarial.
Debilidades
Persiste um vazio de governação nas ligações e continuidades entre ciência e economia, sem
um ator claramente responsável pela transformação do conhecimento em valor.
A fragmentação institucional (entre agências, ministérios e instrumentos) traduz-se em:
- Ausência de coordenação efetiva;
- Sobreposição e lacunas ao longo da cadeia de valor;
- Dificuldade em alinhar metas, políticas, financiamento e execução.
2) Potencial de integração institucional vs. limitações de autonomia, capacidade e credibilidade operacional
Potencialidades
A criação da AI2 é percecionada como uma oportunidade para construir uma organização integrada, com:
- Mandato claro;
- Maior coerência entre instrumentos;
- Capacidade de decisão estratégica;
- Reforço de mecanismos de prestação de contas, avaliação e monitorização.
- Há também potencial para introduzir modelos de governação mais robustos (ex.: funções não executivas, maior escrutínio, separação entre níveis estratégico e operacional).
Debilidades
As instituições existentes são caracterizadas por fragilidades estruturais que podem persistir se não forem resolvidas:
- Autonomia limitada face à tutela;
- Capacidade operacional bastante insuficiente face às atribuições;
- Falta de financiamento previsível;
- Baixa credibilidade junto da comunidade de utilizadores (ex.: prazos, regras, execução).
Acresce o risco de replicação de problemas num novo modelo, nomeadamente:
- Conselhos consultivos sem influência e autonomia efetiva;
- Excessiva dependência do ciclo político;
- Ausência de capacidade estratégica interna.
3) Reconhecimento da necessidade de orientação estratégica vs. dificuldades na definição e operacionalização
Potencialidades
Verifica-se forte convergência quanto à necessidade de:
- Prioridades claras e partilhadas pela comunidade;
- Articulação sistémica entre objetivos científicos, económicos e societais;
- Programas e instrumentos ao serviço de uma estratégia integrada;
- Utilização de indicadores de desempenho e impacto multinível;
- Desenvolvimento de estratégias integradas (incluindo missões e abordagem orientada a objetivos), com alinhamento de modelos de avaliação e financiamento.
- Existe também abertura para modelos participativos na definição estratégica e maior alinhamento e sinergias com políticas e programas europeus e internacionais.
Debilidades
A definição e implementação dessa orientação estratégica enfrenta limitações estruturais:
- Ausência de prioridades claras e aplicação coerente entre instrumentos;
- Descontinuidades e instabilidade associadas ao ciclo político;
- Risco de decisões top-down desajustadas das capacidades do sistema;
- Dificuldade de tradução dos diagnósticos em decisões operacionais.
Adicionalmente, destacam-se desafios na mensuração de resultados e impacto, bem como no equilíbrio entre:
- Liberdade científica (bottom-up) e orientação estratégica (top-down);
- Longo prazo (investigação fundamental), a médio prazo (investigação aplicada) e necessidades e objetivos de curto prazo (mercado).