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Highlights do workshop de Évora

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síntese elaborada com recurso a uma ferramenta de inteligência artificial, com revisão posterior pela equipa

Highlights do workshop de Évora

Este workshop debruçou-se sobre o contexto da região do Alentejo e teve quatro grupos de discussão.

1. Identificação de prioridades

Potencialidades

  • Recursos naturais e endógenos (agro, montado, água, mar, energia, património cultural), com potencial de valorização científica e económica
  • Potencial de afirmação do território como “laboratório vivo” para experimentação e projetos-piloto (transição climática, energia, saúde, inovação social)
  • Massa crítica científica e infraestruturas de I&D, incluindo em áreas de especialização relevantes
  • Potencial de articulação e cooperação favorecido pela escala regional (proximidade entre atores, redes colaborativas)
  • Oportunidades emergentes associadas a novas áreas tecnológicas (IA, digitalização, bioeconomia) e à valorização de cadeias de valor regionais
  • Potencial de mobilização de fundos e instrumentos de financiamento para projetos estratégicos

Debilidades

  • Dificuldade de atração e retenção de talento, associada a carreiras precárias e condições territoriais pouco atrativas
  • Fragmentação e fraca articulação entre academia, empresas, administração e sociedade, limitando a transferência de conhecimento
  • Subfinanciamento estrutural e inadequação dos instrumentos às especificidades do tecido económico regional - forte dependência de ciclos curtos
  • Fragilidades de governação/coordenação e ausência de estratégia regional integrada
  • Baixa incorporação de conhecimento na economia, com reduzida inovação empresarial e poucas spinoffs
  • Condicionantes estruturais do território: despovoamento, envelhecimento, baixa densidade e assimetrias internas
  • Burocracia e complexidade administrativa, dificultando acesso a financiamento e implementação de projetos
2. Temas críticos
  • Recursos humanos e talento

    Existência de massa crítica qualificada, mas com dificuldades de atração e retenção de talento, associada a carreiras precárias e condições territoriais pouco atrativas

  • Financiamento e instrumentos de apoio

    Subfinanciamento estrutural e inadequação dos instrumentos às especificidades do tecido económico regional, apesar do potencial de mobilização de fundos e instrumentos de financiamento para projetos estratégicos

  • Transferência de conhecimento e cadeia de valor

    Transferência de conhecimento limitada pela fragmentação e fraca articulação entre os diferentes atores, mas potencial para valorização de cadeias de valor por via de oportunidades emergentes associadas a áreas tecnológicas

  • Valorização dos recursos endógenos e “laboratório vivo”

    Elevado potencial científico e económico para soluções inovadoras baseadas nos recursos naturais e endógenos e para a afirmação do território como “laboratório vivo”

  • Governação e articulação territorial

    Necessidade de estratégia regional e de aproveitamento do potencial de redes colaborativas à escala regional

3. Síntese
  • Recursos endógenos e capacidades posicionam o Alentejo como território com potencial para investigação e inovação
  • Persistência de bloqueios estruturais (talento, financiamento, articulação e governação) e condicionantes territoriais (envelhecimento, desertificação e assimetrias) limitam esse potencial